BEM VINDO!

AQUI É O REMANSO DA NOSSA ARTE

quinta-feira, 18 de julho de 2013

quinta-feira, 27 de junho de 2013









2013. Mais um Painel FUNARTE de Bandas de Música. Mais um diploma de regência no currículo, rsrs.

terça-feira, 26 de março de 2013

PERSEVERANÇA


PERSEVERANÇA

Documentário - São Sebastião da Boa Vista - Pará


Ficha Técnica
Roteiro e Direção:
Mauro Bandeira
Produção:
Mauro Bandeira
Cláudio Sidonio
Silvia Brabo
Imagens:
Marcelo Quadros
Edição:
César Vasconcelos
Som:
Aldo Moreno

O Grupo de Artes e Expressões Marajoaras Artemar começou como um grupo teatral, até que seus integrantes tiveram a ideia de formar um grupo musical tipo pau-e-corda com curimbós, flauta, banjo, maracás etc. A proposta do Artemar é valorizar o carimbó, que é a identidade musical do marajoara.

Conheça São Sebastião da Boa Vista
: Fundação: 1943 / Localização: Microrregião Furos de Breves, na Ilha de Marajó, a 119km de Belém / 19.379 habitantes / 1.632km²

Em 1758, Francisco Xavier de Mendonça Furtado, presidente da província, promoveu o povoado à categoria de freguesia, sob a invocação de São Sebastião. Em 1872, a localidade passou a vila, e depois, a município, que foi extinto em 1880 e reinstalado no ano seguinte. São Sebastião da Boa Vista continuou sofrendo mudanças, sendo novamente extinto em 1882. Em 1922, o território foi mais uma vez incorporado ao de Muaná. Em 1943, o município foi reinstalado definitivamente. Localizada na foz do Rio Amazonas, a Ilha de Marajó possui uma área de aproximadamente 40km², sendo a maior ilha fluviomarinha do mundo.

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Letra da canção SUBSTANCIAL. Que foi apresentada no SERVIFEST, etapa de Soure.


 Substancial
Airton Brabo de Sousa


O vento frio da madrugada entrou pela janela
E a chuva que era bela, caía bem devagar
Mas dava pra molhar, com a mão me benzi
Levantei num piscar, é hora de partir
Atrás do tesouro do dia, o meu suado pão
Sagrada obrigação de homens e animais
A natureza faz a vida ser assim,
É caçada sagaz, pra você e pra mim

O remo na água faz desenhos abstratos
É colher dentro de um prato, caldo de peixe é o rio
Que ainda espreguiça sob um lençol de neblina
E abraça a minha sina de cidadão arredio

Talas de pachiúba juntas pela margem da ilha
Astuta armadilha pros peixes que virão
Nadando em procissão enchendo o cacuri
Inda tem camarão, inda tem açaí... 
Nas reflexões que eu faço sempre pensei sem custo
Que seria bem justo ratear o que se ganha
Sem qualquer artimanha, a vida partilhada
No fim desta façanha ninguém vai levar nada

A chuva cessou, mas ainda é mês de maio
E os casais de papagaios voando na imensidão
Tem garça pescando, andorinhas revoando
Meus olhos se deleitando, como é linda a Criação!

 











Entre um estirão e outro tem casa de amigo
Hospitaleiro antigo pra qualquer ocasião
Causa admiração o seu acolhimento
Café na sua mão me estende em cumprimento
E eu sigo então o meu caminho de água e destino
E o Sol já cristalino soberbamente espia
Sumirem as Três Marias e o resto do astral
Cingindo com o dia o espaço sideral

Na volta pra casa penso em minha odisseia
Minha simples epopeia é alimentar os meus
Enquanto tem outros usurpando a natureza,
Chafurdando na avareza, se achando o próprio Deus!

Tem gente que nasceu aqui, mas inda não notou
A Lua que mergulhou no horizonte frio
Borboletas no rio, numa nuvem amarela
Cupuaçu, abiu, canoa de remo e vela...
Enquanto na cidade gente de calça jeans ou terno
Se achando tão moderno sem ver o Sol maior
Eu só queria expor nesta simples canção
De onde vem o melhor da sua alimentação!



SERVIFEST




O SERVIFEST, festival de música do servidor público do estado, aconteceu em Soure, no período de 27/28 de julho. É muito bom essa iniciativa do governo para melhor visualização dos nossos artistas.


Ensaios minuciosos sob a supervisão do grande Adelbert Carneiro.
 





domingo, 4 de dezembro de 2011

Painel FUNARTE de bandas de música - Ponta de Pedras

                          Maestrina Mônica Giardini - Regente do coral de São Paulo
                                                        Afinando a banda sinfônica
347 músicos de todo o estado
Jorge Sousa - diretor da Fundação Carlos Gomes


No final, a recompensa

                                                      

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Verde e Água

                                                         Canção para a minha terra...

domingo, 14 de agosto de 2011

Algum lugar

                                                           Uma simples canção...

sábado, 5 de março de 2011

Bandeiras






E assim eles chegaram
Como o nosso professor disse um dia
Nas mochilas uns aparelhos
Da mais fina tecnologia
E não eram os turistas de sempre
Com suas máquinas de fotografia
Porque outras coisas bem maiores
Desembarcaram e ali instalaram
E em cada lugar que desceram
As pessoas dali logo entenderam
Que havia chegado o dia
O temido dia que poucos preveram
E fincaram cada um suas bandeiras
Alterando a paisagem tão bela
Bandeiras de tantas estrelas
Tão diferentes do céu da minha bandeira
Quando o tumulto da grande mudança acabou
E cada dono o seu território demarcou
No novo lar se sentiram tão à vontade
E olhando a gente que antes habitava ali
Sem saber o que pensar e nem pra onde ir
E sem saber qual a sua nacionalidade
Me lembrei do antigo hino
Que embalava os sonhos daquela nação
E dos olhos encantados
Com as lindas cores de seu pavilhão
Vendo agora só bandeiras esquisitas
Velhos símbolos da exploração
Hasteadas deliberadamente
Sem qualquer cerimônia
Na Amazônia!
E assim eles chegaram
Como o nosso professor disse um dia
Bandeiras de tantas estrelas
Tão diferentes do céu da minha bandeira 
(de Airton sousa e Odivandro Freitas)



Ideologia burguesa
Airton Sousa


Você já parou para pensar
Por que a realidade tem que ser assim?
No fundo a gente vê que alguma coisa está errada sim
Você já parou para pensar se é natural essa situação
No fundo a gente vê que as classes sociais têm uma explicação
Um dia você já se comparou
Com quem tem mais que você, mais...
E o que você sentiu lá no fundo é difícil dizer
E ainda preferiu acreditar que é normal ele ter mais,
Que a vida é isso mesmo e sempre assim vai ser?

Você precisa entender
Que quem domina o movimento
Dos bens materiais
Quer também o seu pensamento
E vão te dar uma explicação
Uma colorida máscara
Sobre a face negra da dominação

Cuidado com as coisas que você jura que é verdade
Pode ser que seja o inverso da realidade
Cuidado com as coisas que você jura que é verdade
Pode ser que seja o avesso da sua própria realidade

Você já parou para pensar
Porque a realidade tem que ser assim
No fundo a gente vê que alguma coisa está errada sim
Você já parou para pensar se é natural essa situação
No fundo a gente vê que por trás disso há uma conspiração
Para querer te fazer entender as razões de quem te oprime
Que é justo eles inflarem enquanto você comprime
É burguesia, é ideologia, é midiática coação
Viver sem duvidar
É a porta da alienação








Verde e água
Airton Sousa





Olho às vezes de repente numa emoção contida
Lindo lugar e bela gente
Enche de verde e água o meu olhar!
Eis o motivo especial
Desta simples canção fluir assim
Com esse aroma natural
Bem-te-vi cantador dentro de mim

_Salve! Natureza mãe que mostra por aqui
Toda a sua força, a força da vida
Rios e florestas e as nuvens lá no céu
Vão cumprindo o seu mágico papel

E quando lembro de meu povo tão sozinho, tão distante
De todo e qualquer lugar
Dá um medo que você desapareça
Pois você é a deusa que lhe estende a mão
Que lhe dá sustentação
Açaí, camarão e esperança

Te dou então a minha gratidão
Meu verso livre quase em vão
Minha canção entre um sim e um não
Com verde e água na visão
(canção sobre a ilha de Marajó)